Esse artigo é dedicado a minha primeira aula de Climatologia na qual a professora deu seu posicionamento diante desta temática no contexto atual e que eu gostaria de compartilhar.
Atualmente, muito se fala em aquecimento global, das suas consequências e, principalmente, sobre os responsáveis pelo agravamento deste fenômeno.
Entretanto, o aquecimento global não pode ser entendido como um fenômeno causado exclusivamente pela ação antrópica. Na verdade, o aumento da temperatura média dos oceanos e do ar da Terra não é algo recente, este fenômeno ocorre há milhares de anos em um ciclo de aquecimento e resfriamento da superfície terrestre. Isso fica evidente em um exemplo simples: durante a época das navegações vikings pelos mares nórdicos da Europa, a superfície terrestre era claramente mais quente que a atual, pois seria impossível navegar pelo Atlântico Norte e nas regiões congeladas próximas ao Ártico nas condições atuais da Terra.
Além disso, por mais que as industrias e as tecnologias desenvolvidas pelo o homem que liberam grande quantidade de gases poluentes contribuam para o efeito estufa e por conseguinte para o aquecimento global, é importante ressaltar que as cidades urbanas ocupam no mundo cerca de 3% da superfície total da Terra e que 75% é água. Sendo assim, de fato, a ação antrópica favorece o efeito estufa e as alterações climáticas, porém, em uma escala regional e local, não global. O que a ação antrópica realmente agrava é a escassez de recursos naturais e a deterioração do meio ambiente.
Desta forma, por que a comunidade científica, que sabe destas evidências e sabe deste ciclo, omite tal informação ao se discutir o tema aquecimento global? E apenas divulga dados dos últimos séculos que evidenciam uma taxa elevada de aquecimento da superfície terrestre? Expondo a ação antrópica como a grande causadora do aquecimento global.
Vale a pena refletir!
Thales Vaz Penha